KISS - Lançado em 10 de Novembro de 1981

THE OATH: Excelente começo, mostrando um lado pesadíssimo do KISS, com Eric Carr massacrando os bumbos no refrão. Paul Stanley abusando dos falsetes nessa música que antevia o que seria hoje o Power Metal. Essa música recebeu recentemente inclusive uma cover da banda Arch Enemy, de Death Metal. O solo foi praticamente eliminado pelo produtor.

Marcelo Ankh

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FANFARE: Mais uma vinheta do que propriamente uma música, é uma orquestração em cima da melodia do refrão da fiaxa seguinte, “Just a boy”. Ela começa bem suave e vai num crescendo até terminar de forma apoteótica, criando uma tensão para o que vem a seguir.

Marcelo Ankh

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JUST A BOY: Começa emendada em “Fanfare”, contrariando as expectativas geradas pelo final desta, que indicam algo bombástico. Assim, o início acústico dessa música cria uma mudança de dinâmica de muito bom gosto, bem suave, com uma linha de voz mostrando todo o potencial de Paul, que começava a expandir os limites de sua voz. A música vai crescendo de intensidade até o refrão bombástico, com os tambores de Eric Carr soando alto, e desemboca em um solo belíssimo de Ace.

Marcelo Ankh

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DARK LIGHT: Cantada por Ace, uma das músicas mais Rock’n’Roll do disco, de autoria de Ace com Anton Fig e Lou Reed, do Velvet Underground. Gen também assina a faixa, uma das mais fracas do disco, salvando-se pelo ótimo refrão e o solo animalesco de Ace – o grande momento dele neste disco.

Marcelo Ankh

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ONLY YOU: Começa com a guitarra e Gene cantando limpo sem forçar, conseguindo ótimos resultados, mostrando a bela voz que tem, seguido pelo baixo apenas marcando em cima. Ouve-se um cello, bem baixo, acompanhando a mesma nota do baixo. Quando entra o restante as linhas de baixo já mudam, embora simples são muito bem encaixadas, e também as entradas de Eric com ótimo andamento, mostrando a diferença dele para Peter. Um efeito meio psicodélico antes do refrão (se é que há refrão) dá um tom meio estranho a essa música. Logo depois Paul canta uma parte com efeitos tipo flanger. Eric imprimiu um andamento muito variado nessa música. Paul e Gene no final cantam juntos e fazem um belo trabalho de coro e em um outro momento ouve-se mais vozes. Teclados e violinos acompanham uma boa parte da música. No final um riff mais pesado, e parece que o solo de Ace foi cortado. Muito boa música.

Ricardo Rockiss

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UNDER THE ROSE: Uma guitarra com efeitos (talvez sintetizada) e o baixo tocando uma oitava a baixo inicia a música mais épica do disco. Semelhante à música anterior Gene canta sem forçar e novamente consegue um ótimo resultado. Eric acompanha a parte inicial da música em cima e com bastante criatividade e conseguiu dar peso em uma música onde isso não era preciso. No refrão ouve-se a guitarra distorcida e um coral de vozes masculinas, tipo ópera. Essa música é co-assinada por Eric e Gene. Ace fez um solo numa primeira parte de puro feeling e numa segunda parte com ecos de dobra com atraso de tempo e ficou sensacional. Uma grande música.

Ricardo Rockiss

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A WORLD WITHOUT HEROES: Essa música começa com um som que na minha opinião foi feito por sintetizadores e dobrados com guitarras um pouco abaixo na mixagem. Gene marca de forma bem simples, mas como a música pedia. Ouve-se também um violão realizando apenas um toque do acorde principal e mais à frente dedilhando. No refrão (se é que se existiu) ouve-se som de violinos e cellos que ficaram bem discretos e deram um clima legal. Gene canta muito bem, mostrando uma desenvoltura vocal muito interessante. Paul manda bem no solo, sem velocidade, mas com muito feeling. Eric aparece pouco, talvez pelo tipo de música, ficando limitado ao trivial. Uma boa música.

Ricardo Rockiss

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MR. BLACKWELL: Essa é sombria e pesada, com uma linha de baixo muito presente e entupida de efeitos, mudando completamente a dinâmica do disco, que vinha numa linha mais progressiva. Ótimo solo de Ace.

Marcelo Ankh

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ESCAPE FROM THE ISLAND: Essa música instrumental (coisa rara em se tratando de KISS) tem os riffs característicos do estilo de Ace. O baixo a cargo de Erzin ficou muito criativo e mostrou que além de um grande produtor ele compunha e salvou várias canções da banda. Eric se solta nessa música e detona, como se tivesse carta branca do produtor. Ace, tipo que se despedindo dos seus grandes solos no KISS, matou a pau, um dos mais inspirados da sua carreira. Uma grande música!!

Ricardo Rockiss

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ODYSSEY: Essa música não escrita pela banda e sim pelo maestro Tony Powers começa com um piano simples. Um contratempo de bateria muito original de Eric Carr inicia o andamento clássico. Ouvem-se apenas instrumentos de câmara (violinos e metais e outros de cordas e timbales). Paul canta em um tom grave, tipo um tenor, mostrando o quanto Paul canta, o destaque da música. No refrão ouve-se novamente o coro ao fundo. Eric tirando o início fez o básico, mas era o que a música pedia. Antes do solo, Gene dobra os vocais com Paul. A guitarra só aparece no solo que foi muito inspirado, grande senso de estilo de Ace.


Ricardo Rockiss
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I: O álbum termina de forma brilhante com essa música, certamente uma das, senão a melhor, música do disco. O dueto Simmons/ Stanley nos vocais funcionam perfeitamente; grande trabalho das guitarras e excelete letra. Essa música poderia ser facilmente executada nos shows do KISS, tendo em vista a sua pegada. Enfim, um excelente disco do KISS, muito diversificado e pouco compreendido na época.

Marcel Afonso Acêncio